Livro Observando a Natureza

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sulamericana e do oceano pacífico.
Segundo a teoria, o terremoto de Iquitos desviou e dissipou energia calórica subterrânea, que sustentava a massa d’água do leito do rio Amazonas, diminuindo a pressão, e através da força gravitacional, levou a baixa no nível das águas além do previsto, ocasionando a sétima maior seca desde 1903.
Teoricamente, há rios de lavas subterrâneas ciclando entre a bacia amazônica e a Cordilheira dos Andes, mostrada por meio de uma correlação histórica.
No início d o século XX, até 1915, a Cordilheira dos Andes teve inúmeros terremotos, destacando-se o do Chile, em 1906. Nesse período, ocorreram três grandes secas dos rios da região amazônica, em 1906, 1915 e 1916.
1926 – Houve uma grande seca isolada? Necessita-se de investigação científica.
1936 – Grande seca, a cordilheira estava em chamas, entrando em erupção o vulcão galeras e o terremoto de 8,3 mo Chile, em 1939.
1958 e 1963 - Novo terremoto de 9,5 no Chile, em 1960, sendo a seca de 1963 a maior delas. Há relatos de populares que nessa época o Exército Brasileiro matou uma serpente enorme na região, depois que ela havia atacado alguns soldados. Relatos que podem ser verdadeiros, já que, de acordo com a teoria, devido à seca seu habitat tornou-se desfavorável, fazendo com que o animal saísse a procura de sobrevivência.
1995, 1997 e 1998 – Alguns haverão de lembrar que nesse período, o vulcão chileno entrou em erupção, deixando as calçadas de muitas residências, em Manaus, cobertas de cinzas vulcânicas e as águas das torneiras e chuveiros mornas até as primeiras horas da manhã.

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Um ano atípico
Artigo do Jornal do Rio Preto da Eva.

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O ano atípico de 2006, completando 103 anos de medida da coluna d’água do Rio Negro, feito pelos profissionais do Porto de Manaus, registrou a variação entre as máximas e as mínimas, as quais foram menores que em 2006. Exemplo: em 1952, a mínima registrada foi de 17,14m e a máxima de 1953, de 29,69m apresentando uma coluna d’água de 12,55m a maior cheia registrada no amazonas.

 

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Em 2005, a mínima de 14,75 foi registrada pelo engenheiro Valderino Pereira da Silva, sendo a máxima de 2006, de 28,84m, cuja coluna d’água de 14,09m foi a 13° maior cheia da região norte.
A diferença entre a coluna d’água de 1953 e 2006, superou 2,46m, ou seja, nunca a bacia do Rio Negro-Solimõe drenou tanta água quanto em nosso dias.
As e4nchentes foram as maiores de todos os tempos, e a calamidade generalizada foi evitada porque na cheia, assim como na seca, os governos estadual e federal agiram integrados, pois embora não dando muita credibilidade para o que estava previsto, prepararam-se para enfrentar o fenômeno.
A rádio Difusora do Amazonas, através do radialista Josué Filho, alertou a população que acreditou e pôde fugir a tempo das áreas de risco, tendo havido uma cheia com raras calamidades, já que a população migrou das áreas de risco evitando perder lavouras e gados.
Sugiro ao governo do Estado do Amazonas criar o Observatório das Águas da Região Norte, encarregado de monitorar dia a dia os fenômenos físicos, entre eles terremotos e vulcões na Cadeia dos Andes e correlacioná-los com as máximas e mínimas do nível das águas no Rio Negro. Assim sendo, poderemos evitar perdas econômicas bruscas, com empobrecimento da população amazonense, bem como prever chuvas e secas nas outras regiões do Brasil, ou seja, termos capacidade de criar uma Carta Agrícola para o país.
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Merapi

Um dos maiores vulcões ativos do sistema solar e talvez o maior do planeta Terra, o vulcão Merapi está localizado no sudeste asiático, em território da Indonésia, a mais de vinte mil quilômetros de Manaus, retornou suas atividades, em 27 de maio de 2006, após uma década de silêncio.
Naquela época, o Rio Negro subia oito centímetros por dia, em média, desacelerando um centímetro diariamente; atingiu a cota máxima de vinte e oito metros e oitenta e quatro centímetros, em 09 de junho de 2006.
Houve correlação entre a erupção do vulcão Merapi e a desaceleração da subida de nível das águas do Rio Negro, explicada pela teoria do calor interno da Terra, através do deslocamento do magma da América do Sul em direção ao sudeste asiático, refletiu na sustentação da coluna d’água do Rio Negro, o que diminuiu a quantidade de energia sob sua calha, levando a desaceleração e início da energia da vazante, após a treze dias.
Esse fenômeno natural demonstra a troca de energia entre os continentes, sendo que no primeiro semestre do ano, o magma (veículo que distribui a energia interna do planeta) encontra-se no hemisfério sul, deslocando para o hemisfério norte durante o segundo semestre, pois chuvas, neves, erupções vulcânicas, tempestades e furacões acompanham o deslocamento desse veículo.

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