Livro Observando a Natureza

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Processo de Formação dos Deserto

Las ares continentales están formadas por um conjunto de bloques que tienen aproximadamente mil kilómetros de uma a outra parte y unas edades que oscilan desde los três mil millones deaños a unas poças decenas de millones. Em África aparecen varias zonas de núcleos antiguos o cratones,
rodeados de cinturones de rocas más jóvenes. La mayoría de éstos tienen uma edad de seiscientos millones de años o menos, contrastando com La edad de dos mil lillones a três mil millones de años de los cratones

Este texto é um fragmento do capítulo sete do livro Deriva Continental y Tectônica de Placas, descrevendo o processo de solidificação e formação da Crosta Terrestre, iniciado há mais de três bilhões de anos.

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Interessante notar que as formações antigas, chamadas Cratons dominam o relevo do Deserto do Saara, Deserto de Calaari, Deserto Australiano, Escudo Báltico, Groelândia, Apalaches, Sertão Nordestino, Planalto Brasileiro, Planalto das Guianas, que são terrenos de vegetação pobre. Os desertos apresentam solo seco, arenosos, chuvas irregulares, vegetação rasteira chamada de Xerófita. Nos outros terrenos, há predomínio de gramíneas e árvores de pequeno porte.
Até o momento, explica-se a formação dos desertos devido à dificuldade que as massa úmidas oceânicas encontram para penetrar no continente, imposta pelas barreiras montanhosas, impossibilitando a irrigação das áreas desérticas.
De acordo com a nossa revisão geológica, notamos que as regiões desérticas possuem solo antigo e espesso. Proponho que na formação dos desertos, seja levada em consideração, também a dificuldade da ação do calor interno da Terra na manutenção do ciclo hidrológico terrestre, devido à espessura da crosta, sendo bloqueada a zona de aeração, levando à descida da água para os lençóis d’água subterrâneos, rapidamente, após as chuvas, deixando a superfície árida.
Assim explica-se o processo de desertificação do planeta, como um fenômeno natural devido ao envelhecimento ou aumento da espessura da crosta e diminuição de sua energia interna, inocentando o homem de um pecado que não é dele.
Veja um fragmento do texto de Areias Mutantes no deserto do Atlas do Extraordinário – volume II: “Aproximadamente no ano 150 A.C., os romanos

 

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conquistaram o norte da África, que se converteu no celeiro do império, com uma produção anual de 500.000 toneladas de trigo na época de Julio César. Mais de 600 cidades floresceram na zona, mas com o passar dos séculos ficaram sepultadas pelo avanço ao norte das areias do Saara. Suas ruínas são uma sombria lembrança da futilidade dos nossos esforços diante da implacável – e ainda não muito bem explicada – expansão dos desertos.
A desertificação, ou processo de transformação de extensas zonas de terra produtiva em deserto estéril, quase sem água ou vegetação, está avançando a velocidades alarmantes nos últimos tempos. Entre 1882 e 1952, a porcentagem de superfície terrestre classificada como deserto aumentou de 9,4 a 23,3. Em 1984 o Programa Ambiental das Nações Unidas declarava: “355 da superfície terrestre está em perigo... Cada ano 21 milhões de hectares se torna praticamente inúteis”.
A que se deve este perigo de degradação que afeta tão extensas zonas? Trata-se de uma mudança climática global, devido ao aquecimento da atmosfera provocada pelas atividades humanas?
Portanto, precisamos proteger nosso meio ambiente (atmosfera, florestas, rios, mares e oceanos) para atrasarmos o processo de envelhecimento natural da Terra. Assim como cuidamos de nossa saúde e bem estar, necessitamos ajudar nosso planeta a manter-se vivo.
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Por que as chuvas estão se afastando do Norte da África? Porque as marés do Mar Mediterrâneo são baixas?


Deserto

Acredito que não seja devido ao aquecimento do planeta e ao deslocamento das massas de ar úmido para o norte, mas a fatores e Europeu estão diretamente implicados nestes fenômenos.
Nas regiões do Mediterrâneo e Alpes, a Crosta do continente Europeu cavalgou sobre a Crosta do Continente Africano, ocorrendo um espessamente duplo, denominado de obducção. Isso isola o Calor Interno da Terra, aprofundando o Ciclo Hidrológico Terrestre, inibindo a zona de aeração, responsável em manter o solo e o subsolo úmidos e eletricamente carregados, o que facilita as descargas das nuvens, quando atravessam essas regiões, favorecendo as chuvas.

 

 

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Outro fenômeno que também deve estar ligado ao espessamento da Crosta e á profundidade em que se encontra o manto, no Mar Mediterrâneo, é a calmaria das águas. Esta região, além de estar isolada do Oceano Atlântico pelo Estreito de Gibraltar, não chega energia interna da Terra suficiente às águas, para manter os mesmos fenômenos ocorrentes nos outros oceanos.
As Ilhas Havaianas e o mar da China possuem as ondas de marés mais altas do planeta, chegando a seis metros de altura. Aquelas estão situadas sobre um ponto quente e este se localiza sobre as bordas de placas tectônicas, facilitando a superficialização do calor interno da Terra, que mantém as águas, nestas regiões, em maior turbulência do que ocorre naturalmente nos oceanos.
Notamos, claramente, a diferença na espessura da crosta entre regiões áridas, ondas baixas, poucas chuvas, assim como a zona dominada pelo Mar Mediterrâneo e as regiões úmidas, ondas fortes, muitas chuvas tal como o litoral da China.

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Por que Pangéia começou a se dividir há cerca de 180 milhões de anos?


Atlas dos oceanos, p.08

Imagino que o espessamento e a dimensão da placa tectônica que constituía Pangéia, dificultaram o processo de resfriamento do planeta durante milhões de anos, acumulando imensa quantidade de energia abaixo de sua crosta. Essa energia foi liberada através das plumas, dividindo o continente, formando Laurásia ao norte e Gondwana ao sul, sendo separados pelos Mar de Tethys. Posteriormente, Gondwana dividiu-se formando a placa tectônica da Índia, Austrália, Antártica, África e América do Sul.

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