Livro Observando a Natureza

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Terraversus Marte

Marte é um planeta que possui 4,5 bilhões de anos, núcleo de ferro, pequeno e provavelmente sólido; caso fosse líquido geraria um campo magnético detectável. Revestindo o núcleo, há um manto rochoso e uma crosta sólida.
Grandes canais (canyos), assim como o Vale Marineris, que se extende por mais de 5 mil quilômetros, podem ter sido formados por água corrente.
O Monte Olympus é o maior vulcão do sistema solar. Possui 26 quilômetros de altura e 550 quilômetros de base. Está extinto, assim como inúmeros outros vulcões.
Desertos áridos com planícies vermelhas, enferrujadas, possivelmente pela água que reagiu com o ferro do solo. Fotografias em close-up revelam leitos onde outrora a água fluía livremente.

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O processo erosivo dos ventos pode ser observado na forma geométrica das dunas.
A atmosfera rarefeita (menos de 1% da terrestre) é quase toda formada de dióxido de carbono.
As temperaturas diurnas e noturnas na superfície do planeta variam de -120° Celsius a -20° Celsius.
As calotas polares são compostas por gelo e dióxido de carbono sólido.
A Terra, assim como todos os corpos do sistema solar, possui 4,5 bilhões de anos, é constituída de um núcleo interno de óxido de ferro, sólido, com temperatura aproximadamente de 4.000 graus Celsius. O núcleo externo é líquido e gera o campo magnético terrestre. O manto é composto de um material viscoso, com temperaturas que variam de 2.700 graus Celsius a 1.200 graus Celsius e sobre o qual flutua a crosta, formada de rochas menos densas.
O relevo terrestre está em transformação ininterruptamente, através de fenômenos naturais, como o vulcanismo, subducção e plumas. Os oceanos, mares, rios, chuvas, gelo, neve, ventos, clima, vegetais e animais dão vida à Terra.
Creio que há dezenas de milhões de anos, Marte era semelhante á Terra, mas devido ao seu volume ser oito vezes menor do que o terrestre foi perdendo energia interna, sua crosta foi espessando e o ciclo hidrológico abordado, porque não havia calor interno suficiente para manter água líquida, atividade vulcânica e outros fenômenos naturais, na superfície do planeta.

 

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Amazônia

Há cerca de centro e trinta e cinco milhões de anos, as plumas atingiram a América do Sul, no ponto em que se ligava à África, iniciando o processo de separação continental, surgindo entre elas o Oceano Atlântico.
Nesse processo de deslocamento da América do Sul para o oeste, entre inúmeros fenômenos naturais, ocorreu o soerguimento do assoalho do Oceano Pacífico, a formação da Cordilheira dos Andes e a origem da bacia Sedimentar do amazonas com uma área de 500.000 Km², englobando partes dos estados do Amazonas e Pará. Este grande pacote de sedimentos, com 5.000 metros de espessura, é limitado ao norte por rochas cristalinas (granitos, gnaisses, etc.), que constituem o denominado Escudo das Guianas, e o sul por rochas também cristalinas do Escudo Brasileiro.

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A leste e a oeste está limitada por estruturas elevadas designadas por Arco de Gurupá e Arco de Purus, respectivamente.
O assoalho desta bacia, que suporta todo o espesso pacote de rochas sedimentares, é formado por rochas graníticas e metamórficas que constituem as Faixas móveis do Rio Negro-Jurema (ocidental) e Maroni-Itacaiúnas (oriental).
O conjunto de rochas sedimentares e ígneas da Bacia do Amazonas reflete as transformações ocorridas na borda oeste da antiga placa Gonduânica e as que resultaram na abertura do Oceano Atlântico durante a era mesozóica. Estes fenômenos induziram a movimentação de grandes massas de rochas, tendo como resultado a formação de arcos, além de controlarem os avanços do mar para o interior do continente, influenciando os ambientes de deposições dos sedimentos.
O desenvolvimento da depressão, que hoje apresenta a bacia Sedimentar do amazonas, resultou de esforços compressionais na direção leste-oeste e distencionais na norte-sul, seguido da subsistência (afundamento) térmica regional e entulhamento a partir do final do período ordoviciano. O final deste sequência são os sedimentos fluviais e flúvio-lacastres das formações Alter do Chão e Solimões respectivamente, estando assentada sobre as primeiras, a cidade de Manaus.

 

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Carta Estratigráfica da Bacia do Amazona

 

 

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A Bacia Sedimentar do Amazonas situa-se na região norte do Brasil, possui clima equatorial, vegetação exuberante, fauna diversificada; é composta de grande extensão de terreno arenoso, pântanos, lagos e rios volumosos.
Comparando-se a Floresta amazônica coma s demais, percebe-se claramente sua peculiaridade exótica, pois é composta de numerosas espécies, árvores altíssimas, batatas enormes, cobras longas; regenera-se com facilidade, mesmo quando explorada indevidamente. A temperatura chega aos 40graus Celsius e sua variação entre o dia e a noite é mínima.
Essa exuberância é justificada graças à quantidade de imensa energia solar que a Terra recebe na região equatorial, aumentando o metabolismo do solo e consequentemente o número das espécies e tamanho dos seres.
De acordo com a teoria do Calor Interno da Terra, proponho que a explicação para essas peculiaridades consiste também na menor espessura da crosta da região Amazônica, possibilitando a superficialização do calor interno da Terra, consequentemente, mantém grande quantidade de água sobre a superfície, aumentando o metabolismo do solo e subsolo.
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