Livro Observando a Natureza

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Vulcanismo

As civilizações primitivas habitavam as regiões vulcânicas a fim de aproveitar a fertilidade do solo e a energia geométrica abundante nessas áreas.
Periodicamente, as habitações eram destruídas por terremotos, maremotos e rios de lavas vulcânicas que chegaram a sepultar inúmeras ilhas cidades, como a Terra, Tróia, Pompéia e exterminar civilizações. Ainda hoje, os povos que habitam próximos às bordas das Placas Tectônicas padecem com a atividade vulcânica, caso dos países que pertencem ao anel do fogo, no Oceano Pacífico (Chile, Peru, México, USA, Japão, China e Indonésia) e os países próximos ao Mar Mediterrâneo.

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O vulcanismo é um fenômeno de resfriamento e equilíbrio do planeta. Ocorre devido à alta pressão do magma que sobe do mato Externo para as Câmaras Magmáticas, e através de rachaduras da crosta, chega até a superfície terrestre, trazendo consigo sais minerais e diversos tipos de gases e vapor d’água que chegam a 1200° graus Celsius.
O vapor d’água e os gases, ao atingirem a pressão atmosférica ambiente, libertam-se do magma, de acordo com a lei de Henry (a solubilidade de um gás no magma é proporcional à respectiva pressão), e sobre para a s camadas superiores da atmosfera, onde perde calor, condensado e precipitando-se na forma de chuva.
Conforme caia pressão na Câmara Magmática diminui a potência do vulcão, podendo permanecer séculos dormindo, ou mesmo tornar-se inativo, caso a pressão magmática do manto Externo não seja suficiente para alimentar, novamente, a Câmara Magmática.
Durante o intervalo de calmaria, surgem no solo de origem vulcânica, liquens, gramíneas e plantas rasteiras, que darão lugar aos arbustos, e no final de um século, o local estará coberto por uma floresta tropical exuberante, assim como aconteceu na ilha de Krakatoa, no sudeste asiático, em 27 de agosto de 1883, que foi completamente destruída por uma erupção vulcânica.
O homem contemporâneo que vive nas regiões vulcânicas, vem aproveitando a energia geotérmica, através da canalização de vapor (próximo aos vulcões a água entra em ebulição a 700m de profundidade), que vai acionar turbinas acopladas a geradores de energia elétrica, muito semelhantes às centrais térmicas.

 

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Formação e Fragmentação dos Continente

Deriva continental e tectônica de placas, p.70

Há 3,8 bilhões de anos a Crosta Terrestre, que é constituída basicamente de silício de alumínio (rochas leves), cuja densidade média é da ordem de 2.8, começou a solidificar-se, dando origem aos Cratons, que são formações de solo muito antigas, e em torno dos quais a Crosta oi resfriando, formando a primeira Placa Tectônica de dimensão continental conhecida denominada de Pangéia.
Abaixo da crosta, em média de 40 a 70 quilômetros, encontra-se o manto, constituído de magma, que dá origem ao

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basalto, cuja densidade média é da ordem de 3.3. Os vulcões originam-se a profundidade de 300 a 700 quilômetros.
Graças à maior densidade do manto, a crosta flutua sobre ele, sofrendo influência das correntes de convecções do magma, absorvendo material do interior da Terra, aumentando sua dimensão e espessura, a partir do centro das Placas Tectônicas às suas bordas.
Possivelmente, quando os continentes crescem exageradamente, assim como ocorreu com Pangéia, ocorre diminuição da atividade vulcânica e consequentemente, acumula energia abaixo da crosta, aumenta o volume d’água na superfície e pode potencializar as plumas, que são bolhas de gases e lavas com muita energia, capazes de rachar as Placas Tectônicas e colocar os blocos continentais em movimento, assim como estão, no momento.

 

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Ciclo Hidrológico baseado na Teoria do Calor Interno da Terra

Esquema – Como as águas se mantêm sobre a superfície terrestre.
De Aparecido Gomes dos Santos

Baseando-se na Teoria do Calor Interno da Terra, o Ciclo Hidrológico Aristotélico, diga-se o Ciclo Hidrológico Atual, ensinado nas escolas e pelos meios de comunicações, deve ser complementado com os conhecimentos científicos contemporâneos.

 

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O Ciclo Hidrológico, para melhor compreensão, deve ser dividido em Ciclo Hidrológico Atmosférico e Ciclo Hidrológico Terrestre.
O Ciclo Hidrológico Terrestre sofre influência da energia interna do planeta. A tendência da água é descer através dos poros das rochas, puxada pela força da gravidade em direção ao centro da Terra. Esta, ao encontrar uma zona de alta pressão (devido à energia térmica, cuja força é maior que a força gravitacional), entra em ebulição, evapora, penetrando no ciclo hidrológico da atmosfera.
A camada impermeável deve ser substituída pela zona de pressão, pois é o calor interno do planeta que impulsiona o retorno das águas à superfície.

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